Cazuza e Dezembro
Vermelho
Cazuza foi um grande poeta, cantor e filósofo do século
passado. Falando assim, parece até que ele era um senhor sisudo, de terno e
gravata. Nada disso! Mais informal, impossível! A poesia em suas letras é
marcante!
Lembrei-me dele por causa do ‘Dezembro Vermelho’, que é um grande chamado à responsabilidade individual e coletiva na luta contra as doenças sexualmente transmissíveis. E Cazuza compôs a sua ‘Ideologia’ com os versos
A Ciência avançou. Mas, sem tratamento adequado, sem
prevenção, sexo sem cuidado continua sendo letal. No Brasil, pela primeira vez,
após muito tempo, em 2024, o número de mortos por AIDs ficou abaixo de 10 mil:
foram registradas 9.100 mortes.
A epidemia de AIDs, nos anos 80 e 90, matou grandes figuras
da nossa história. Atores, artistas... Mas, também matou muitos anônimos, pessoas
comuns, excluídos de uma sociedade que os matava antecipadamente, temendo o
contágio. E Cazuza, já sabendo que estava doente, cantava, falando lindamente
de esperança: “... se você achar que eu tô derrotado, saiba que
ainda estão rolando os dados porque o tempo, o tempo não para...”.
No auge de sua genialidade, gravou também, em 1988, de
autoria de Lobão:
“... Vida louca
vida, vida breve
Já que eu não posso te levar
Quero que você me leve
Vida louca vida, vida imensa
Ninguém vai nos perdoar
Nosso crime não compensa...”
Mas, os anjos sempre estão a postos! E nesse período tão
triste do nosso Planeta, também ganhou holofotes, nos EUA, Louise Hay, amável,
filósofa, com seus grupos de apoio para
pessoas com HIV/AIDS, focando na cura através do autoamor, dos pensamentos
positivos, das visualizações e meditações e nutrição adequada, oferecendo
esperança em meio ao pânico e estigma da época.
Por isso, abrace esta campanha. E, pensando no autocuidado,
autoamor, sobrevivência, cuide-se bem! Para que o seu prazer não gere risco de
vida!
Ana Echevenguá. Terapeuta Positiva.

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