A morte de ‘Orelha’ na visão espírita

A morte do cachorro ‘Orelha’, em Florianópolis, SC, causou comoção geral. Ao mesmo tempo, provocou um alerta na nossa sociedade tão conivente com a violência. E qual o aprendizado que devemos extrair deste fato?

Na visão espírita, os animais são seres vivos com corpo e espírito. Irvênia Prada, uma das maiores autoridades no assunto — médica veterinária, mestre, doutora e professora emérita da USP — defende com base científica e doutrinária que os animais são seres sencientes e possuem, sim, uma alma (ou princípio inteligente) que sobrevive à morte do corpo físico.

Assim como os seres humanos, os animais não estão desamparados. Segundo a literatura espírita, há equipes espirituais específicas (muitas vezes compostas por espíritos que amam a natureza e/ou que tiveram ligação com animais) que cuidam dessa transição.

Esta ajuda pode ocorrer de várias formas:

Assistência: espíritos socorristas ajudam no desligamento do princípio inteligente do corpo físico do animal, garantindo que o processo seja o menos traumático possível.

"Anestesia" Espiritual: os espíritos protetores podem "anestesiar" o animal no momento de uma morte traumática ou de sacrifício para evitar que ele sinta dor excessiva. Isso ocorre especialmente em situações de crueldade humana não previstas no programa evolutivo do animal.

Resgate: No plano espiritual, existem espíritos que são incumbidos de receber, acolher e cuidar dos animais logo após o desencarne.

Desligamento Rápido: Diferente dos humanos, os animais geralmente possuem um desligamento fluídico mais rápido do corpo físico após a morte, por não possuírem as mesmas complexidades morais ou apego consciente.

Recepção: Em muitos casos, animais que tiveram um forte laço afetivo com humanos podem ser "recepcionados" por entes queridos ou protetores que já partiram, servindo como um porto seguro emocional.

Embora o termo "resgatado antes da morte" possa ser interpretado como um desligamento antecipado ou proteção energética, a doutrina geralmente foca no acolhimento imediato no instante da transição para minimizar o trauma. 

Para onde eles vão?

Os animais são levados para colônias ou áreas de transição na espiritualidade. Lá, são tratados e preparados para uma nova encarnação, que geralmente ocorre de forma muito mais rápida que a nossa.

Não se trata de romantizar uma morte tão dolorosa. Mas é  confortante sabermos que ‘Orelha’ foi  auxiliado por mentores espirituais em seus momentos de sofrimento.

Ana Echevenguá. Terapeuta Positiva. 

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