Arte, IA e Leon Denis

Leon Denis, em sua obra ‘O Espiritismo na Arte’, explica que “o objetivo essencial da arte é a procura e a realização da beleza; é, ao mesmo tempo, a procura de Deus, pois que Deus é a fonte primeira e a realização perfeita da beleza física e moral”.

Para ele, “Quanto mais a inteligência se apura, se aperfeiçoa e se eleva, mais se impregna da ideia do belo. O objetivo essencial da evolução, portanto, será a procura e a conquista da beleza, a fim de realizá-la no ser e nas suas obras. Tal é a norma da alma na sua ascensão infinita.”

Então, a nossa evolução e a busca do belo estão intimamente ligados!

O livro é ótimo; principalmente, porque ele nos empodera: “Lembramos aqui que todo espírito emanado de Deus não possui somente uma centelha da inteligência divina; ele desfruta, ainda, de uma parcela do poder criador, poder que ele é chamado a manifestar mais e mais no decorrer da sua evolução, tanto nas encarnações planetárias quanto na vida do espaço”.

Inteligência divina + poder criador = sucesso na nossa evolução! Criar (ou cocriar) é o verbo que mais nos aproxima de Deus, porque Deus está criando o tempo todo, segundo Sérgio Felipe de Oliveira.

Denis fala apaixonadamente de arte como expressão máxima da vida: “O papel fundamental da arte é exprimir a vida em toda a sua potência, em sua graça e em sua beleza. Ora, a vida é movimento. E nisso exatamente reside a principal dificuldade da arte humana, que apenas pela música pode reproduzir o movimento...”.

Puxa... Ele sente a necessidade de movimento na arte humana, em geral. Bom, os movimentos da  música atuam diretamente nos movimentos da dança, que também é arte. Mas, acho que para Denis, ainda é pouco. Ele queria mais...

Lembrei-me então dos avanços tecnológicos advindos da  Inteligência Artificial, com programas que adicionam movimento a fotos e pinturas em quadros, por exemplo. São os animadores de fotos ou "deep motion", programas que, com a ajuda de redes neurais artificiais, transformam uma imagem ‘imóvel’ em um vídeo curto.

Desta forma, pinturas em quadros e fotografias – com a ajuda da Inteligência Artificial - passam a representar o que Leon Denis chamou de ‘arte viva’, porque ganham movimento, com harmonia móvel e vibrante.

Mas, para que isso ocorra, é imprescindível o bom uso da criatividade humana e de suas redes neurais, manuseando tais programas e validando suas criações. Para Aloysio Honorato Oliveira, embora a IA tenha alguns poderes superiores aos do ser humano - em acúmulo de informações, análise em tempo recorde, velocidade de criação - nunca terá consciência ou sentimentos; e sempre teremos que validar suas conclusões e criações.  

 

Ana Echevenguá. Terapeuta Positiva.

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