Autossabotagem: será que eu tô nessa?
As pessoas não tem noção de que podem ser seus maiores
inimigos. E que, muitas vezes, interferem negativamente na sua própria vida.
Sonham com algo; planejam, investem tempo e dinheiro; atraem
pessoas que ajudam na realização deste sonho... Mas, quando estão perto da realização, elas se
autodestroem. Como uma bomba programada pra detonar quando estão prestes a
atingir aquilo que sonharam realizar.
Este é o perfil do autossabotador. Uma pessoa com idade emocional muito aquém da idade real
porque parou o seu desenvolvimento emocional na infância, na adolescência,
segundo a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa.
E como ele se
comporta dentro de um relacionamento afetivo?
Mesmo que tudo esteja bem, ela perde o interesse. Na
verdade, é medrosa, sente medo de assumir os desafios de uma vida a dois.
Gosta de agradar. E encontra
dificuldade de dizer ‘não’ porque sente medo que as pessoas descubram
que ela não é tão legal como parece; com isso, ela se sente um impostor. Mas,
um dia, esta mentira se torna insuportável e ela some, desaparece, abandona o
relacionamento.
Qual o parceiro ideal
para o autossabotador?
Como o autossabotador não quer assumir a responsabilidade da
vida adulta, procura alguém que faça
isso por ele. Assim, atrai pessoas maternais e acaba sobrecarregando este
parceiro.
Ao mesmo tempo, fala que o
parceiro impede seu crescimento, seu amadurecimento. Seu discurso é: “tudo
dá errado na minha vida por causa dos outros”. Quando o que falta é
coragem pra crescer. Ou seja, ele não quer pagar o preço do crescimento.
Autossabotagem tem
cura?
Sim. A cura requer o amadurecimento, querer sair da zona de
conforto em que se encontra, assumir a responsabilidade por sua existência,
entendendo que ninguém vai fazer nada por você.
Ana Echevenguá, Terapeuta Positiva.

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