Mamma Mia!! No escurinho do cinema a vida fica azul

 

A versão cinematográfica da peça de teatro Mamma Mia! foi uma das maiores bilheterias no mundo.

Se você ainda não viu, já sabe o que está perdendo!... desde os primeiros minutos, o escurinho do cinema é impactado com o azul das paisagens do Mediterrâneo: muito azul na água e no céu contrastando com a vegetação abundante. A primeira vontade é entrar na tela, para interagir com os atores neste cenário paradisíaco de uma ilha grega. E a vontade cresce quando surgem na telinha Pierce Brosnan e o maravilhoso, charmoso, encantador e quase perfeito Colin Firth. Suspiros!

O tema é leve, simplório: gira em torno da festa casamento de um casal de adolescentes. A noiva, que cresceu sob os cuidados maternos sem saber quem é o seu pai, descobre, através da leitura do diário da sua mãe, que há três suspeitos dessa paternidade. E, secretamente, os convida para o festerê.

Mas a atuação de uma Meryl Streep bela, rejuvenescida e saltitante  quase ofusca o cenário mágico que relatei e a atuação dos demais. Ela dança, canta, corre, salta no mar... ao lado das amigas dos tempos pretéritos que chegaram pro casório é mais adolescente que a filha. De uma forma singular, ela mostra os diversos papéis que cada mulher interpreta no cotidiano da vida real.

A banda ABBA não fez falta: os atores cantam a trilha sonora do filme. Afinados ou não, eles fazem seu show!

Mamma Mia! é uma homenagem muito azul a todas as mulheres que, movidas pelo instinto maternal, assumem a maternidade, fazem o diabo para garantir o sustento e a sobrevivência dos filhos. E conseguem conciliar o papel de mãe com o exercício da atividade profissional remunerada.

Como é bom chorar no cinema! Só quem passou por isso sabe o que é... chorei quando a filha entende ser desnecessário saber quem é o seu pai. ao reconhecer que tem uma mãe maravilhosa.

O filme não obedece àquela ‘receita de bolo convencional’ da indústria cinematográfical... É comédia musical com muita música para que a platéia descontraia e se permita ficar alegre.

Chorei de alegria; e de alegria ri mais ainda. Saí do cinema vendo a vida azul.

Ana Echevenguá, cinéfila

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