O que são ‘ideias inatas’?
Somos seres espirituais, vivendo experiências carnais. A nossa
vida tem sucessivas existências: reencarnamos milhares de vezes em busca da
evolução e da felicidade.
Outro dia, lendo o Livro dos Espíritos, fiquei sabendo que, neste
vai-e-vem reencarnatório, nosso conhecimento não se perde. Eureka! Registramos tudo o que pensamos, em uma
espécie de diário divino, no nosso mundo
mental.
Ora, se muito do que
sabemos não é fruto desta atual existência, fica fácil entender as habilidades ou predisposições dos seres
humanos, perceptíveis desde a tenra idade. Na História,
há vários exemplos de gênios, pessoas naturalmente dotadas de profundo saber
científico de engenharia, medicina, espiritualidade,
línguas... “São lembranças
do passado; progresso anterior da alma, mas de que ela não tem consciência”
– conforme resposta à questão 219 do Livro dos Espíritos.
Conhecimentos
adquiridos em existências anteriores dos quais guardamos vagas lembranças,
denominados pelo Espiritismo de ideias inatas.
O bebezinho
recém-nascido não é uma ‘folha em branco’; é um espírito antigo com um novo
corpo que carrega, consigo, a
consciência instintiva do mundo invisível. Como bem nos ensinou Dona Dulce: o
corpo de um bebezinho lindo e fofo guarda um espírito antigo, com milhares de
reencarnações.
Tão bom
saber que trazemos esta bagagem cultural! E que isso auxilia muito o nosso
progresso. “Em cada nova existência, o ponto
de partida, para o Espírito, é aquele em que, na existência precedente, ele
ficou.”
Não nos lembramos de todas as informações armazenadas, mas temos a
intuição desse aprendizado anterior porque os pensamentos migram, quando
preciso, para a nossa mente consciente. Eureka!
Então, muitas das respostas aos nossos problemas estão dentro de
nós! Um tesouro a ser explorado! A meditação nos ajuda a ter acesso a essas preciosas
informações. Olhar pra dentro, conversar com os próprios botões, falar
sozinho... e analisar, sem pressa, todas as ideias que surgirem em nossa mente.
Claro que se elas forem inconvenientes, negativas, devemos deletá-las. Estamos
em busca de sucesso, de soluções e não de problemas!
Nosso Anjo da Guarda também pode nos ajudar a encontrarmos
soluções dentre as ideias do passado. Daí, a importância do diálogo constante com
ele.
Estou feliz com a descoberta. E encerro com uma sábia orientação
de Emmanuel que confirma a importância das ideias inatas: “não desfites a retaguarda para que te reconfortes nos valores já
conquistados e que podes distribuir, a benefício dos outros”.
Ana Echevenguá. Terapeuta Positiva.

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