Ah! Esse tal de livre-arbítrio...

 

Segundo o Direito Pátrio, o homem deve agir de acordo com as normas criadas pelo grupo social do qual faz parte. E o desconhecimento dessas não poderá ser usado como justificativa para o cometimento de ilegalidades.

 

Ora, se devemos agir assim para o convívio pacífico em sociedade e para garantia da paz universal, o que é, então, esse tal de livre-arbítrio? Será que ele nos proporciona plena liberdade para fazermos ou deixarmos de fazer o que quisermos?

 

Justa e sabiamente, Deus criou-nos iguais, simples e ignorantes, com aptidão para o bem e para o mal. Como crianças que acabam de nascer, movidas mais por instinto do que por vontade.

 

Para facilitar nossas escolhas, Deus dotou-nos de razão, de capacidade de pensar. E nos assegurou a companhia de Espíritos protetores, aptos a nos ajudar. Mas, nossas escolhas nascem da nossa vontade. Decidimos, amparados no instinto ou na razão, conforme nosso grau de amadurecimento.

 

Assim, com esta liberdade,  cada um é responsável pelo fracasso ou mérito de suas obras no curso do seu projeto evolutivo. É autor de sua própria história, progredindo, aos poucos, em inteligência e em moralidade. Sempre livre para agir.

 

 

Desta forma, o livre-arbítrio desenvolve-se gradativamente,  à medida que o Espírito vai adquirindo a consciência de si mesmo. Reencarnação após reencarnação.

 

Não há fórmula mágica: os que são bons e moralmente corretos, assim se tornaram por vontade própria, no decorrer de várias reencarnações.

 

Claro que, vivendo neste Planeta, estamos sujeitos também às influências negativas externas. A Terra ainda é um local de provas e expiações. Na espécie humana percebe-se ainda a predominância de Espíritos imperfeitos que tentam nos induzir à prática do mal.

 

Cientes disso, o que devemos fazer para alavancarmos a nossa evolução espiritual e chegarmos mais rapidamente à angelitude?

 

Este progresso carece de autoeducação e de autoconhecimento. O progresso intelectual facilita o discernimento entre o bem e o mal. Facilita nossas escolhas, promovendo, em decorrência, o progresso moral.

 

É nosso encargo ceder ou resistir às tentações. Tentando sempre fazer a escolha certa. Afinal, não há influência irresistível, uma vez que se tenha a vontade de resistir. Se não tivermos critérios para o bom uso do livre-arbítrio,  sofreremos as consequências de nossas escolhas.

 

Conectados com a Inteligência Suprema, com os bons Espíritos, estaremos preparados para evoluir, fazer o bem e combater as más influências. E, com certeza, mais aptos ao entendimento e à obediência tanto das Leis Divinas como das Leis Humanas.

 

Ana Echevenguá. Terapeuta Positiva.

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