Quem nunca passou por isso? Você vê aquela propaganda
incrível: um plano de celular ou internet por um valor que cabe perfeitamente
no bolso. Você contrata, todo feliz, mas
quando a primeira fatura chega... surpresa! O valor deu um salto digno de
atleta olímpico.
Esse "descaso" das operadoras com o valor
combinado não é apenas um erro de sistema; é uma prática que confunde muita
gente. Vamos entender o que acontece e como não cair em ciladas?
1. A "Isca" do Valor Promocional 🎣
Muitas vezes, o preposto da empresa fez uma oferta
enganosa... Ou aquele preço baixinho que te convenceu a contratar é um valor promocional. Ele dura 3, 6 ou 12
meses. O problema? Essa informação geralmente está escondida em letras tão
miúdas que você precisaria de um microscópio para ler. Quando o período acaba,
o valor "cheio" entra em vigor sem nenhum aviso prévio amigável.
2. Os Serviços "Gratuitos" que custam caro 🎁❌
Já reparou que na sua fatura aparecem itens como
"Biblioteca On line", "Revista Digital" ou "Seguro
Assistência"? As empresas dizem que esses serviços são bônus, mas eles
compõem o valor total. Se o plano sobe, esses serviços (que você provavelmente
nem usa) sobem junto, majorando a conta final.
3. O Reajuste Anual (O "Vilão" Silencioso) 📉
Toda operadora tem direito a um reajuste anual baseado na
inflação (geralmente pelo IGPM ou IPCA). O descaso mora na falta de clareza: o
consumidor raramente é avisado com destaque de que aquele valor de "R$
49,90" vai mudar em breve.
O que você pode fazer? 💡
- Print
é Prova: sempre faça print da oferta na hora da contratação. Se prometeram
um valor, eles precisam cumprir pelo tempo determinado.
- Fidelidade
tem limite: se a empresa aumentou o valor de forma abusiva, você tem o
direito de cancelar o contrato sem multa, já que houve quebra do que foi
pactuado.
- Reclame
onde dói: o chat da operadora não resolveu? Vá direto ao site da Anatel ou
ao Consumidor.gov.br. As empresas costumam "mudar de atitude"
rapidinho quando o órgão regulador entra na jogada.
O combinado não sai caro. Caro é o que a gente paga sem
entender o porquê.
Ana Echevenguá. Advogada. OAB/RS 30.723. OAB/SC 17,413-A.

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