O que o Outono e o
Mês da Mulher possuem em comum?
O Outono e o Mês da Mulher (Março) compartilham simbolismos
profundos sobre transição, resiliência e a colheita de legados.
Alguns pontos de
convergência entre eles:
1. O Equinócio e o Equilíbrio
No Hemisfério Sul, o outono começa exatamente em março. O
termo equinócio vem do latim e significa "noites iguais", um
momento de equilíbrio perfeito entre a luz e a escuridão.
- Conexão:
assim como o outono busca esse ajuste na natureza, o Mês da Mulher é um
período de busca por equilíbrio social, justiça e a reafirmação de
direitos fundamentais para a harmonia coletiva.
2. A Força da Renovação
O outono é a “estação do "desapego": as árvores
deixam cair o que não serve mais para proteger sua essência durante o inverno
que virá.
- Conexão:
o movimento das mulheres também é feito de ciclos de renovação. É um
momento de honrar as raízes (as conquistas passadas) enquanto se descarta
o que é obsoleto ou discriminatório, preparando o terreno para novas
formas de existir e de liderar.
3. A Colheita e a Maturidade
Historicamente, o outono é a estação da colheita — o momento
de recolher os frutos do que foi plantado nas estações anteriores.
- Conexão:
Março funciona como uma grande "colheita" de histórias e
trajetórias. Celebra-se a maturidade das conquistas femininas,
reconhecendo que os avanços de hoje são frutos de sementes plantadas por nossos
ancestrais que enfrentaram invernos muito rigorosos.
4. Resistência Silenciosa
No outono, a natureza parece estar "parando"; mas o
que ocorre é uma atividade intensa de preservação de energia.
- Conexão:
a trajetória feminina é marcada por essa resistência persistente.
Muitas vezes silenciosa ou invisível, essa força sustenta estruturas
inteiras (famílias, empresas e comunidades) e garante a continuidade da
vida e da justiça, mesmo em tempos de escassez de recursos ou apoio.
"O outono é uma segunda primavera, onde cada
folha é uma flor." — Albert Camus
Essa frase resume bem a interseção: Março nos lembra que a
beleza e a força não estão apenas no desabrochar (primavera), mas também na
capacidade de se transformar e de resistir com dignidade.
Ana Echevenguá. Terapeuta Positiva.

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