Você já sentiu que, a partir de uma certa idade, o mundo
começou a falar um pouco mais baixo com você? ⏳ Ou que as oportunidades
profissionais parecem exigir uma "juventude eterna" que não consta em nenhum
contrato?
Se a resposta for sim, você sentiu na pele o etarismo.
Embora o preconceito de idade afete a todos, ele possui uma
face cruelmente feminina. Enquanto homens "amadurecem" e se tornam
"interessantes" como vinhos 🍷, as mulheres são
constantemente pressionadas a lutar contra o tempo.
🚨 O que é o Etarismo
Feminino?
O etarismo é a discriminação com base na idade. Nas
mulheres, ele se manifesta em 3 frentes principais:
🔹 No Mercado de
Trabalho: barreiras na recolocação após os 40 ou 50 anos, mesmo com um
currículo impecável.
🔹 Na Estética: pressão
desproporcional para esconder o tempo, como se envelhecer fosse uma falha.
🔹 Na Invisibilidade
Social: a sensação de que a presença, opiniões e desejos femininos perdem o
valor para o mercado e a mídia após certa idade.
💥 Por que precisamos
falar sobre isso agora?
Estamos vivendo mais e melhor. Mulheres de 50, 60 ou 70+
estão empreendendo, liderando e redefinindo o futuro. No entanto, a cultura
ainda caminha a passos lentos.
O etarismo não é apenas sobre estética; é sobre autonomia
e poder de escolha.
💡 Como combater essa
realidade no dia a dia?
✔️ Ressignifique o envelhecer:
é acúmulo de bagagem, visão estratégica e repertório, não perda de valor.
✔️ Consuma conteúdos de
mulheres reais: apoie profissionais, líderes e criadoras que mostram a
maturidade sem filtros.
✔️ Elimine "elogios"
disfarçados: "Você está ótima para a sua idade" carrega o
preconceito velado. Você está ótima, ponto final.
✔️ Fortaleça redes de apoio:
compreender que essa pressão é sistêmica — e não uma falha individual — é
libertador.
A idade é um número, mas a sua trajetória é o que constrói o
seu valor. Não aceite que determinem o prazo de validade do seu talento. ⚡
💬 Como você percebe o
etarismo na sua área de atuação? Vamos debater nos comentários.
Ana Echevenguá
Advogada (OAB/RS 30.723 | OAB/SC 17.413-A)
Pós-graduanda em Psicologia Positiva: Ciência do
Bem-Estar e Autorrealização

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