A Neurobiologia das Emoções: o que o seu corpo tenta
dizer quando você tenta performar?
O ambiente corporativo costuma tratar o corpo como um
mero suporte para a cabeça — um veículo encarregado de transportar o cérebro de
uma atividade à outra.
Nessa lógica, emoções são vistas como ruídos mentais, e a
sua performance é mensurada pela capacidade de ignorá-las.
A Neurobiologia, contudo, mostra exatamente o oposto:
emoções não são abstrações da mente, mas estados fisiológicos corporais.
Cada emoção vivenciada no trabalho é uma resposta do
sistema nervoso autônomo tentando mapear o ambiente e responder a duas
perguntas primárias:
• “Estou em segurança para criar e colaborar?”
• “Preciso me mobilizar para defender minha posição e
cumprir o prazo?”
Quando entendemos a Neurobiologia da Regulação e da
resposta ao estresse, a separação simplista entre emoções "positivas"
e "negativas" perde o sentido:
🔹 A aceleração da
urgência (Atenção e Alerta): a taquicardia sutil, a tensão muscular e o pico de
cortisol diante de um desafio ou prazo curto não são defeitos do seu organismo.
É o sistema simpático mobilizando energia para a ação.
O problema surge quando esta aceleração se torna tão
constante em sua vida que gera vício.
🔹 A paralisia da
sobrecarga (Desconexão e Apatia): quando a exigência supera a capacidade de
resposta, o corpo recorre a freios de preservação. A perda de entusiasmo, a
procrastinação severa e o desânimo não são "falta de
profissionalismo", mas um freio biológico emergencial de proteção contra o
colapso.
🔹 A clareza do estado de
presença (Engajamento e Segurança): a capacidade de pensar com perspectiva, ter
empatia, resolver conflitos complexos e acessar o estado de flow exige
um estado neurobiológico de segurança e corregulação. É nesse estado que as
funções executivas do cérebro operam em sua máxima capacidade.
Performar de forma sustentável não é uma questão de força
de vontade.
Trata-se de flexibilidade autonômica: a habilidade do
corpo de transitar da alta ativação produtiva para o descanso reparador, sem
ficar preso em um estado permanente de ameaça.
Quando você tenta performar ignorando os sinais do seu
corpo, a conta não é paga pelo seu planejamento — é paga pela sua fisiologia. E
você pode adoecer...
Em qual estado fisiológico seu corpo passa a maior parte
da sua semana de trabalho?
Ana Echevenguá
Advogada (OAB/RS 30.723 | OAB/SC 17.413-A) &
Pós-graduanda em Psicologia Positiva.
#Neurobiologia #Liderança #DesenvolvimentoProfissional
#SaúdeMental

Comentários
Postar um comentário